
Lembranças
Lembranças vem, e vão.
Algumas ficam para sempre, a gente querendo ou não.
Umas lembranças são fortes, outras nem tanto.
Algumas nos fazem chorar em prantos.
De tristeza ou felicidade.
Algumas lembranças se perdem em nosso consciente, outras se rebelam no sub- consciente, insistentes, consistentes ou não, boas ou ruins.
As vezes tenho vontade de não lembrar, outra de nunca esquecer.
Queria que fosse como um cartão de memória, onde pudesse ser armazenada, e no final pudesse ser editada, ficando as lembranças boas e apagando as que não valem a pena serem relembradas.
Tem lembranças que reviram nossa mente e nossos sentimentos.
Lembranças que nos fazem sorrir como bobos a qualquer momento.
Lembranças que nos tortura, e insistem em nos machucar. Lembranças que por mais que sejam boas, chegam e nos faz chorar. Lembranças que muitas vezes só fazem a saudade aumentar.
Lembranças a serem vividas ou esquecidas.
Minha mente as vezes me prega peças, não sei se voluntariamente ou contra a minha vontade.
Me lembro de detalhes da minha infância e da minha adolescência, dos fatos mais marcantes da minha vida, e de momentos
do cotidiano.
Hoje não posso confiar nas minhas lembranças, as ideias me confundem, já não tenho certeza da realidade, insisto em sonhar acordada, as lembranças as vezes se fundem, com os desejos, necessidades e vontades, vidas paralelas, fantasias, ilusões e verdades.
E na certeza da minha realidade;
Lembro-me de coisas que não aconteceram.
Lembro-me de tudo que esqueceram.
Lembro-me do que não disseram.
Lembro-me do que eu não disse. Lembro-me do que não fizeram.
Lembro-me do que eu não fiz.
Eu me lembro de tudo que foi real pra mim.
Amélia Pessoa